MONTE APRAZÍVEL: 100 ANOS DE CRIAÇÃO

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MONTE APRAZÍVEL: 100 ANOS DE CRIAÇÃO

Autor(a): Luiz Carlos Canheo


Sinopse:

Por meio de uma pesquisa de fôlego, o autor, Luiz Carlos Canheo, narra a história de Monte Aprazível sob o olhar da imprensa. Buscou nos arquivos ainda existentes desde o primeiro veículo de imprensa da cidade até os que ainda resistem e selecionou os principais fatos que marcaram os 100 anos de história do município. Além disso, incorporou depoimentos de membros remanescentes de famílias tradicionais da cidade.
Monte Aprazível nasceu sob o signo da cruz em 10 de julho de 1898. A certidão de criação acha-se arquivada na Câmara Municipal de São José do Rio Preto, datada de 5 de setembro de 1898. Porfírio Luís de Alcântara Pimentel comunicou à Câmara de Rio Preto que fundara a povoação do Senhor Bom Jesus de Monte Aprazível, na região conhecida como Água Limpa. No documento, solicitou que fossem feitos alinhamentos, arruamentos e serviços afins, conforme consta no livro São José do Rio Preto 1894-1907, de Agostinho Brandi, página 410.


Especificações técnicas

Lançado em 2024
520 páginas

Autor(a)

Imagem do Autor

Pelos parcos relatos registrados nos semanários que circularam nos últimos anos de Distrito de Paz até 1952, selecionamos notícias que têm a ver com a história de Monte Aprazível.

Os semanários que, capengando, chegaram até a instalação do município desapareceram como surgiram, sem deixar um número sequer de seus exemplares. São eles: O Arauto, de Paulo Ducati, e O Grillo, do redator

Thomaz Assis Rodrigues. No entanto, não tirarmos o mérito de cada um deles por, provavelmente, terem conseguido informar a sociedade da época com suas matérias, pois era essa sua finalidade.

Quais dificuldades não encontraram os redatores dos referidos jornais e os futuros redatores de semanários ao dependerem das gráficas de Rio Preto e Mirassol para impressão de seus jornais. Talvez tivessem os redatores, de uma maneira geral, o compromisso com a história e o futuro, arquivando com todo o zelo um exemplar de cada jornal.

Encontramos no semanário O Município, do redator conhecido como Tenente Francisco de Assis Peixoto Rodrigues, também farmacêutico, estabelecido na cidade desde 1914, a preocupação em organizar ano a ano seu jornal, sendo de grande contribuição para o registro da história. Francisco faleceu em 1949. Seu legado jornalístico, acomodado em uma construção externa da casa, de construção antiga e telhas comuns, sofreu as intempéries do tempo, conservando-se alguns exemplares que permitem a leitura. O excesso de cuidado e de zelo que adquiriram dos ensinamentos do pai, que ordenava “não mecham aí, pois tem meus jornais”, fizeram com que a professora Aninha e sua irmã Lucinda, últimas moradoras do prédio, não permitissem que ninguém ali brincasse. Anos passados da morte das irmãs e do sobrinho Antônio Carlos, outro guardião inconteste, sua esposa Nilza e seu primo Francisco, um dos muitos Franciscos da família, resolveram expulsar de vez os inquilinos intrometidos do prédio e de seus móveis, “os cupins”. Muitas fotos importantes foram salvas. Alguns exemplares se conservaram espremidos no calor de muitas histórias. Foi boa a contribuição para nosso trabalho.

Já o semanário A Cidade, de Constantino de Carvalho, seu redator, teve início em outubro de 1926. Ele teve o cuidado de escrever e publicar matérias para saciar a curiosidade da sociedade da época e organizar seus escritos semanais numerados e datados para a posteridade que compreendem os períodos de outubro de 1926 a 1950. Há de se ressaltar que Constantino transferiu o jornal a seu cunhado Arlindo Custódio Leite em 1950, não havendo publicações em 1951, voltando em alguns meses de 1952.

Enfatizo dizer que Constantino colaborou em demasia para que hoje possamos saborear seus escritos que reputo de interesse histórico para Monte Aprazível.

Entre algumas fontes pesquisadas, a coleção de jornais, que esteve por muitos anos dormindo em estantes da professora Ruth de Carvalho Ceneviva, filha do redator-chefe de A Cidade, foi doada à biblioteca municipal em 2016, ficando à disposição do público. O conteúdo do jornal é rico em matérias importantes, principalmente aos estudantes de direito que curtem o processo litigioso que era comum verificar em nossa comarca em tempos idos, quando sua extensão territorial se fazia primeira. Júris e mais júris realizados em nosso Fórum, com a presença de renomados advogados que atraíam plateias seletivas; o progresso agrícola da região, que fez surgirem beneficiadores de grãos e de algodão, laticínios, fábrica de cola etc.; o comércio local com sua variedade de lojas de armarinhos, secos e molhados, vendas por atacados e varejos; filiais de grandes empresas estabelecidas na cidade; na educação, o primeiro embrião surgiu com muita dificuldade; na área da saúde, foi conquistada, através da união de toda a sociedade, a construção da primeira Santa Casa, inaugurada em 1937, e da segunda, inaugurada em 1954.

Por mais valioso que seja o material registrado nos mencionados jornais, o tempo o está destruindo. O manuseio de suas páginas é difícil, já que estão carcomidas pelo tempo. Tivemos algumas promessas de digitalização do Poder Público Municipal, mas sempre surgem emergências, que são prioridades em um orçamento de poucos recursos. Nosso objetivo, então, é pinçar os mais importantes assuntos que interessem ao leitor, registrados nos jornais, para que conheça um pouco de nossa história e dos personagens que contribuíram para seu surgimento e progresso.

Devo afirmar que me aterei a nomes e feitos registrados nos dois jornais e demais fontes por mim consultadas.

Nem todos os antigos moradores têm seus nomes registrados nos jornais, mas procurarei ser fiel aos registros destes e incluir nomes de famílias que a tradição nos transmite.

Luiz Carlos Canheo

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